Redes sociais, protestos e saúde pública…

Eu estive pensando em publicar esse post já tem um tempo.

Desde que eu abri minha conta no facebook, tenho estranhado o excesso de consenso que existe, entre os demais usuários desse sítio virtual. Eu nunca tinha visto tamanha solidariedade e potencial dialético, com as mais diversas formas de expressão do Nada. O Nada, aqui traduzido como a conveniência em reproduzir idéias de procedência desconhecida, sem o conhecimento do assunto a que se referem.

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Apocalipse Agora!

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Uma nova categoria de post.


O “Post Bêbado”

É a segunda vez que eu posto bêbado nessa porra!

Dessa vez, ao invés de um coração atribulado, eu tenho um coração cheio de amor.

Esse coração tem todas as qualidades e características, específicas, que só quem é detentor desse meu amor pode usufruir. Sem reservas.

Eu assisti a um jogo do Flamengo contra Universidad del Chile, agora a pouco, com meu padrasto.

Nem é meu time, o Universidad, mas jogou bonito demais.

Talvez o Vasco ganhasse.

Eu sou Santista.

Mas isso tudo é só pra dar a atmosfera na qual estou contido agora.

Na sequência, eu assisti ao “Anthony Bourdain, Sem Reservas”. Sozinho, dessa vez.

Que cara formidável.

Que pena que é apenas mais um norte americano.

Eu gostaria de ver ver um  ”Ganesh Mohammed, Sem Reservas”.

Um indiano provando comidas do mundo inteiro, com suas reflexões pessoais acerca das novas culturas que descobre, a partir do seu referencial cultural.

Podia ser até um “Anderson Silva, Sem Reservas”.

Mas esse aí já vem desbaratando o cenário internacional (e nacional) desde 1997. Não tem motivo pra botar o cara tirando onda na culinária.

Ia ser exagero.

Eu quero ver o povo do meu país produzindo, com qualidade.

Nem que seja um reality show, que eu acho um pé no saco.

Pode ser um programa de entrevistas temático, no estilo “Coisas Pelas Quais Vale a Pena Viver”, só que com uma edição de audio melhor. O Canal Brasil caga muito nesse aspecto.

Pode ser também em quantidade. De produção em histórias em quadrinhos, por exemplo. Qualidade a gente já tem, e muita. Só falta quantidade.

Quero ver o povo do meu país (pra quem não entendeu ainda, o Brasil) produzindo o suficiente, para que críticos brasileiros possam se sustententar de criticar produções brasileiras.

O Brasil ocupa o quinquagésimo terceiro lugar, no ranking anual de competitividade do Fórum Econômico Mundial. Está à frente da India e da Rússia, como um dos países mais competitivos, economicamente, no mundo.

Eu não quero esperar que um Daniel Boyle  venha ao meu país, pegue um grupo de desgraçados, faça um filme para Hollywood (Quem Quer Ser Um Milionário?), ganhe milhões, e deixe o grupo, e o resto meu país, na desgraça.

O Brasil tem capacidade de produzir com qualidade, tem dinheiro pra isso (vide o PIB brasileiro, em oitavo lugar no mundo), e muita gente com vontade e potencial para consuma-lo. Se a gente começasse diminuindo os gastos com os parlamentares, já seria um bom começo….

Até lá, vamos pra frente, produzindo com vontade!

Porque a Europa e a America do Norte têm nos cobiçado, como os portugueses fizeram quando nos criaram. E, qual aos portugueses, só nos deixarão com as migalhas.

O desenho acima, foi uma pala de haxixe.

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O que tenho feito.

Sei que não existe desculpa pra não atualizar o blog, mas monografia é um trabalhinho trabalhoso.

Estou ficando meio maluco, por isso tenho evitado os posts.

Porém, já que aqui estou, vou logo soltando um spoiler.

A monografia é sobre quadrinhos. Estou produzindo um quadrinho autobiográfico.

Vejamos no que é que dá. Vou atualizando, ao passo em que me for permitido respirar.

A imagem acima é um spoiler do quadrinho que estou produzindo.

Boa sorte, e um abraço para todos!

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A Doença, a Loucura e a Morte – parte II

Não é que eu ache que que falar de mim mesmo seja tão interessante, por considerar-me uma pessoa extraordinária. É que eu sou o ser humano com o qual eu sempre tive mais afinidade, apesar de não me conhecer tão bem assim. É diferente de se sentir extraordinário. Eu não sou extraordinário, mas tenho potencial para ser e sei disso. É o que tem me impedido de desenvolver esse potencial, o assunto a ser discorrido.

Saber-se ansioso é uma coisa. Saber como proceder já é outra, infinitamente mais complexa. “Quem procura, acha”, diz o ditado. Procurando, eu descobri que eu tenho um quadro psicossomático composto por vários transtornos comportamentais decorrentes do quadro inicial de ansiedade. Qualquer pessoa, principalmente aquelas com um ímpeto absurdo de apenas se fazer reconhecer na desgraça, pode acessar a qualquer momento o Google, e descobrir que a maioria daquelas coisas que te fazem rolar na cama, antes de dormir, que te fazem mandar os pais irem à merda, sem motivo para tal, ou que te permitem dar chiliques em público, têm nome reconhecido pela ciência. Têm status. E num momento de fraqueza, quando seu cabelo não fica sem frizz, ou seu pau não tem praticado atividade coletiva, por exemplo, você acaba se incluindo naquele gênero social de pessoas portadoras de condições especiais (P.P.C.E.). Dessas que vêm desafiando a ciência, a família e os relacionamentos amorosos, desde o tempo em que “ser humano” passou a ser matéria de vestibular.

É melhor que astrologia! Essas “Condições Especiais” garantem que há pessoas preocupadas com o que você acha ter. Pessoas sérias, como os químicos e os psiquiatras. Mas você não pode afirmar que tem uma “Condição Especial”, sem antes consultar um profissional em psiquiatria, pois nem todo mundo leva muito a sério quem depende apenas do Google, para saber mais a respeito de si próprio. Essa é a condição obrigatória para você entrar no clube das P.P.C.E.. É claro! Quem vai contradizer o teu psiquiatra? Ou os químicos que fazem teus remédios? Eu completei todas as etapas requeridas e, por fim, me tornei mais um querido membro desse notório clube. Foi uma época maravilhosa. Dormir mais de doze horas por dia é natural para quem sofre de desamparo aprendido. Não dar cabo dos meus projectos é um sintoma frequente em pacientes com depressão nervosa. Não precisar controlar meus tiques, apesar de ridicularizarem-me, é um processo indissociável da Síndrome de la Tourette (esse, aliás, é um capítulo, se não um livro, à parte).

Após dois anos de alforria, muita droga, muito tique, muito sono e pouca alegria, decidi consultar um profissional menos creditado no contexto glamoroso dos laboratórios farmacêuticos, e da medicina psiquiátrica. Fui a uma terapeuta. Queria compreender por que minha satisfação degradava-se, proporcionalmente à medida em que o descaso com a minha vida aumentava. O questionamento, em si, era a própria resposta.

Eu acredito que nem um comediante consegue ser cínico o tempo todo. Uma hora dessas, até ele tem que se levar a sério. Diferente da maioria dos políticos, por exemplo, que se levam a sério o tempo todo, mas colocam à prova suas idoneidades como se estivessem apresentando um sketch. Portanto eu encasquetei que se eu colocasse em prática, com seriedade, as concepções que minha terapeuta me ajudava a compreender, talvez ela ficasse mais contente de trabalhar comigo e, com seu auxílio, eu pudesse largar de ser esse bundão que venho sendo, desde que eu passei a integrar o clube das “Pessoas Portadoras de Condições Especiais”, há, pelo menos, três anos. É lento, mas tem resultado.

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I can’t quit you, Led Zeppelin!

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Super!

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Mnemósine*

Te vi, em retrato, e tinha uma luz estranha, ainda que estivesse sorrindo. Me lembrei de quando éramos crianças e que, numa manhã de qualquer dia, já desbotada na memória, no quintal da bisa, tu me queimaste. Sofri a consequência do meu desconhecimento acerca da propriedade de “dupla queima”, de um palito de fósforo. Ainda guardo na pele a sabedoria, em forma de cicatriz. Tu me marcaste e instalou-se em mim, no corpo e na mente. Acho que foi a inauguradora do meu primeiro beijo também. Tu foste uma criança radiante.

Me corrói a idéia de tuas oportunidades e teus desejos terem sido reduzidos à vida doméstica. Quem sabe não foram ampliados? É que não a vejo há tempos, e tua fotografia tem uma luz sobrenatural, nostálgica e opaca, que me dá vontade de chorar. Queria ver-te, novamente, ensinando a mágica da dupla queima de fósforos, fazendo chover com uma mangueira, subindo em árvores e muros, e brincando de casinha – começando pelo casamento, seguido da lua de mel. Tua voz era estridente, mas ainda que assim o fosse, era agradável e presente. Tu me cuidavas, como a um irmãozinho, e me contou estórias antes de dormir. Tu me ensinaste, assobiando, que menina que assobia “chama a cobra”. Nunca tinha visto uma. Depois, quando eu fui a um “museu” – que estava mais para um escritório velho – de bichos exóticos e bebês deformados, vi uma cobra de uns quatro metros, empalhada, e fiquei preocupado contigo. Tu tinhas uma estrela amarela, com um rostinho de “smile face”, que piscava a noite inteira. Tua casa tinha uma atmosfera de magia e silêncio, e é como se eu me deslocasse para lá, toda vez que um lampejo de recordação me abate. E ouço-te, como se agora acontecesse, me contar a respeito de cartas que caiam do céu, remetentes de um falecido parente.

E me lembro da bisa. Síntese de tudo o que é delicado e augusto, menos densa que o ar, não pertencia ao tempo e movia-se discretamente. O silêncio e a força de tua benção ainda superam os das catedrais que visito, ocasionalmente. Toda vez que eu olhar para o dorso de minha mão esquerda, tudo isso vai voltar.

Tu eras uma criança radiante que morava em uma casa mágica. É natural que tenhas encantado-me com o eterno retorno à nossa infância, tatuada na pequena cicatriz de uma chama que queimou duas vezes. Sê feliz, como e onde tu estiveres, que eu sorrio toda vez que me lembro de ti.

* Mnemósine é a deusa grega da memória.

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Violência Gratuita 2

O restante da minha parcela do Violência Gratuita 2.

Pergunta: Alguém ainda tem uma edição do Violência Gratuita, 1 ou 2?

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Opa!

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